Oração e meditação

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Oração e meditação

Do livro de Sri Chinmoy, Meditação, Yoga e a Aventura da Vida

Há apenas uma coisa de que precisamos aqui na Terra, que é a paz. Todo o resto é vazio e inútil. Podemos ter fama, renome, prosperidade e todas as outras coisas no plano exterior. Contudo, se não tivermos paz nos mais profundos recônditos do nosso coração, nunca seremos satisfeitos. Apenas a paz pode nos trazer satisfação. Para encontrar essa paz devemos mergulhar fundo no nosso interior e orar e meditar.

Ore e medite da maneira que quiser – mas as suas orações e meditações devem ser totalmente sinceras.

Enquanto ora, você está falando com Deus, e Deus o está ouvindo. Enquanto você medita, Deus fala e você ouve.

Quando você ora, a sua oração vai alto, mais alto, altíssimo. Quando medita, o Amor, Luz, Paz e Deleite de Deus entram em você. Essa é a diferença entre a oração e meditação.

Há mais uma diferença. Quando você ora, tente sentir que está completamente incapaz. Ore como uma mulher* pedindo esmolas: “Deus, dê-me isto.” E você tem de sentir sinceramente que possui uma necessidade desesperada daquilo que ora. Precisa sentir que o seu mundo acabará se não conseguir aquilo. Se a sua oração não for satisfeita, você ficará desamparado. *(Esta passagem foi retirada de uma resposta de Sri Chinmoy a uma pergunta feita por uma mulher)

Ao meditar, no entanto, você deve sentir que é a filha mais querida de Deus, com uma riqueza infinita dentro do seu coração. Quando medita, você traz à tona a sua própria divindade e riqueza interior – sua paz interior, deleite interior, amor interior, alegria interior. Você não está inventando essas coisas; elas pertencem a você, e você as está descobrindo.

Para aqueles que desejam descobrir o Altíssimo, eu sempre digo que a meditação é de importância primordial. Mas houve muitos santos no Ocidente que realizaram Deus apenas através da oração. Eles não conheciam o conceito da meditação. Mas a intensidade das suas orações e a sua aspiração os levou ao mundo da meditação e além. As duas abordagens são efetivas. Quando oramos, subimos até Deus; quando meditamos, Deus vem até nós. O resultado poderá ser o mesmo.

*

A oração mais elevada é “Seja feita a Sua Vontade.” Esse é o maior alcance da oração e também é o início da meditação. Onde a oração termina a sua jornada é o começo da meditação. Na meditação não dizemos nada, não pensamos em nada, não queremos nada. No mundo-meditação, o Supremo age em e através de nós para a Sua própria satisfação. O mundo-oração está sempre pedindo algo. Mas o mundo-meditação diz: “Deus não é cego e nem surdo. Ele sabe o que Ele tem de fazer para satisfazer-Se em e através de mim. Portanto, eu apenas me tornarei o Altíssimo num silêncio devotado.”

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